O microcrédito ajudou a quitar a máquina de costura e garantiu o estoque de um ano

Dona Nair é costureira desde a década de 60 e afirma que nunca lhe faltou trabalho. "Graças a Deus”, comemora. Foto: Raimundo Valentim.

A costureira Nair de Oliveira Uleon, 70 anos, aprendeu a talhar tecido com a avó da etnia Munduruku, em Autazes, no interior do Amazonas, na década dos anos 1960. Naquele tempo de pouco ou quase nenhum recurso, D. Nair lembra que o talhe era feito na folha de bananeira, depois riscava com carvão e colava o molde com leite da seringa. “Minha filha… costura é criatividade”, diz ela aos risos.

Há 14 anos ocupando dois boxes no Mercado Municipal Cunha Melo, no Centro de Manaus, Nair administra seu negócio com planejamento rigoroso. Com a crise se aproximando, ela percebeu que os clientes não sumiram e tratou logo de preparar o estoque e pagar as últimas prestações da nova máquina de costura e, para isso, buscou ajuda na AccessCrédito.

“Não posso ficar saindo daqui para comprar botão, zíper, tubo de linha, quando acaba. Tenho que ter tudo aqui, rápido e fácil. Por isso, costumo sempre trabalhar com estoque e, nesse ano de crise, não foi diferente. Aqui não nego trabalho, pois costuro de tudo”, disse.

Foi com o zig-zag da máquina de Nair que a família cresceu. Mãe de três filhos e avó de oito netas, ela se orgulha em dizer que ajudou os filhos, comprou uma casa e, agora, planeja reformar o carro ou comprar um novo. “Nunca faltou trabalho para mim. Graças a Deus”, comemora.